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João Marques Rodrigues Coutinho


  
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João Coutinho
João Coutinho trabalhando como comentador
desportivo de basquete para a RTP.



  • Professor de Educação Física.
  • Muitos dos jogos da Liga Americana de Basquete (NBA) transmitidos pela RTP foram relatados pelo professor João Coutinho, como é referido em alguns dos comentários apresentados mais abaixo.
  • O professor João Coutinho faleceu em 2002.


    Um abraço ao professor João Coutinho

    Escreveu o nosso colega António Joaquim no seu blogue Olá-Emídio-Adeus:

    «E no fim [da ginástica] tinhamos de tomar duche. O professor João Coutinho, a quem ternamente apelidámos de Funquecas, ia ele próprio, himself, ao balneário, ver se de facto estávamos todos debaixo da água gelada ou se simplesmente a tínhamos deixado a correr para disfarçar. Este professor, diga-se, era muito respeitado, tinha uma autoridade natural que em grande parte lhe vinha da competência.

    Quando dividia a turma em pequenos grupos que punha a correr à volta da escola naqueles horríveis dias de calor, escolhia-me a mim para cabeça de um desses grupos por forma a que fosse eu, o mais pequeno, a marcar o ritmo.

    Deixem-me só contar esta: O meu respeito e consideração pelo professor Funquecas era tão grande que quando uma vez ele nos cronometrou nuns quaisquer 200 metros ou semelhante, ao cortar a meta ouvi da sua boca a informação "dois-dez-cinco". Não obstante ter chegado em último lugar senti-me medalhado!

    Nunca mais esqueci este tempo de dois minutos, dez segundos e cinco centésimos. Nem sei já a que distância correspondeu. Mas ainda hoje e já cinquentão, quando esporadicamente dou umas corridinhas na Costa, dou por mim a pensar nestes dois-dez-cinco e sempre aguento um pouco mais.

    Gostaria muito que ainda fosse possível dar um abraço ao professor Funquecas. Deixo-o aqui para o caso de a sua memória o querer receber.»




    Ao serviço do Basket

    «As transmissões da NBA começaram na época 1987/8. O professor e o Carlos Barroca formaram a dupla que me levou a gostar na NBA. Ver os jogos hoje em dia com o Luís Avelãs e o Carlos Barroca continua a gerar-me entusiasmo mas o professor faz falta. Tal como os grandes comentadores NBA como o Chick Hearn e o Marv Albert, o professor tinha uma fraseologia única. Recordo-me que apelidava de "pequeno base" todos os bases mesmo o Clyde Drexler que media 2,01m. Os adjectivos eram rebuscados como "tapinha esplendorosa", e o mais frequente era o "afundanço tremendo". Um "Contra tremendo" era pronunciado com uma seriedade e admiração como se tivesse caído uma bomba atómica. Algumas expressões, como podem ver no próximo vídeo, eram únicas, como "saga de colheita de pontos". Podem ouvir essa expressão aqui:
    http://www.youtube.com/watch?v=X...h?v=XPI1QY-sPoU

    Ele e o Carlos formavam uma dupla complementar, e por vezes geravam momentos de humor saudável. No concurso de afundanços de 1991, Dee Brown enchia as Reebook "The Pump" para pontuar rumo à vitória e sai-se o Carlos Barroca:

    Carlos Barroca – "Há mais de 10 anos que não víamos um jogador dos Celtics numa competição deste tipo".

    Prof. João Coutinho: – "Pudera, o primeiro concurso foi em 84!"

    O seu estilo sóbrio de voz rouca, palavras pronunciadas até ao fim devagar, mas com algum humor, era único. Creio que no fundo vibrava muito mais com o basket que poderia parecer. Era também um grande comentador do basket português, vejam o último triplo de Lisboa frente ao Partizan, num jogo em que marcou 45 pontos, aqui:
    http://www.youtube.com/watch?v=v...h?v=v58Uc4_Q59g

    Pronunciava alguns nomes de jogadores de maneira sui generis, como Danny Rodman, Davy Robinson, Clyde Drexlá, Michael (poucas vezes dizia Jordan), etc. Reconheço que via os jogos tanto pelo espectáculo como pelos comentários. As alcunhas dos jogadores, usava e abusava delas. O "Almirante", o "Carteiro" etc., faziam sempre parte dos seus comentários.

    Acho que personificava o que deve ser um comentador. Aliava o conhecimento da modalidade ao ser entertainer (pode ser que o fizesse sem intenção, mas fazia) e ao gosto pela modalidade. O comentador tem de ser um elemento do público, alguém que vibre com aquilo, que não se limite a ser um analista. E isso o professor, sempre foi.

    Os meus agradecimentos pelo que fez pelo basket em Portugal.»

    José Freitas | homepage |



    Memórias de infância

    «Lembram-se de quando a 2, na altura RTP2, começou a transmitir semanalmente, aos domingos, a "Magia da NBA"? Penso que já lá vão pelo menos quinze anos… Ao domingo, depois de almoço, uma hora sagrada em que nós, pobres desgraçados de um país de fim do mundo, podíamos apreciar toda a habilidade das estrelas do campeonato norte-americano de basquetebol.

    Comentado pela mítica dupla formada pelo Carlos Barroca e pelo prof. João Coutinho, o programa criou toda uma geração de fãs do basquetebol, num tempo em esse estava longe de ser um dos desportos mais populares em Portugal.»

    Pedro Lourenço | "A Inevitável Insatisfação do Ser" |



    O saudoso prof. João Coutinho

    «No Natal converti em DVD e ofereci ao meu irmão umas horas do programa "Magia da NBA" dedicado às finais Lakers-Bulls de 91 e um jogo Bulls-Portland para concluir. Ainda com o saudoso prof. João Coutinho a dizer "bem-vindos ao jogo NBA da semana".»

    Edgar | "The Sock Gap" |



    Pessoas como ele fazem cada vez mais falta

    «João Coutinho: Já cá não está, mas pessoas como ele fazem cada vez mais falta. Abriu-me as portas de um mundo aliciante: a TV»

    Mário Silva" (coach)



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